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segunda-feira, 24 de março de 2014

[ENTREVISTA] Mateus Dos Anjos – Conheça a trajetória do FNM Hero até o seu Top 8 do Gp Buenos Aires!

Dos dias 14 a 16 de Março tivemos o Grand Prix Buenos Aires, o primeiro GP da América Latina em 2014. Como não é novidade pra ninguém, os brazucas representaram e botaram 3 no top 8 do evento. Entre eles o conhecido e aclamado Paulo Vitor Damo da Rosa, Hall of Famer e um dos maiores nomes do jogo, Philipe Monsalve, que se sagrou campeão (parabéns!) e o amplamente conhecido Mateus dos Anjos, famoso principalmente pelo seu canal no youtube onde faz reports semanais de suas experiências nos FNM que joga! Acompanhem a entrevista com o grande FNM Hero e vejam o que ele tem a falar sobre a sua preparação para o GP e sua visão do Magic no geral!

 


MTG Factory: Mateus, conte-nos um pouco sobre você!

Mateus “FNM Hero” dos Anjos: Olá, meu nome é Mateus Andrade dos Anjos, tenho 23 anos, moro em Canoas e sou mais conhecido pelo pessoal do Magic como Torto. Sou estudante de Realização Audiovisual na Unisinos e de Ciências Sociais na UFRGS. Gosto de Magic, cerveja, batata e estudar.

MTG Factory: Há quanto tempo joga Magic e como foi seu início no competitivo?

Mateus “FNM Hero” dos Anjos: Comecei a jogar Magic quando tinha 8 anos, graças a um amigo que fiz durante a primeira comunhão. E foi assim que eu fui introduzido ao sacrifício de criaturas, conjuração de feitiços e devoção a deuses pagãos. Minha DCI foi criada em 2006, que foi a época em que eu descobri a Jambô, os Pre-Releases e os FNM. Eu só fui querer jogar pra ganhar mesmo em 2008, quando acidentalmente me vi em um top16 de PTQ. Eu me veria fazendo meu primeiro top8 no PTQ seguinte, com um baralho mais competitivo, mesmo que mais por sorte do que habilidade.

MTG Factory: Como surgiu a ideia do FNM Hero? (Série de reports de FNM que você pode acompanhar aqui)

Mateus “FNM Hero” dos Anjos: O conceito original foi criado por Jonathan Medina, para o site legitmtg.com, eu gostei muito da ideia e quis tentar também. Um dos motivos pelo qual eu comecei foi pra tentar desmistificar os FNM. Qualquer torneio competitivo tem esse estigma de que só é possível ganhar com baralhos competitivos completos, o que seria um investimento muito grande pra jogar um torneio semi-casual, e eu queria ajudar a quebrar isso.

MTG Factory: O quanto a experiência do FNM Hero tem te ajudado e com relação ao que?

Mateus “FNM Hero” dos Anjos: O FNMHero me deu um motivo para não poder faltar os Fridays! (Risos) Falando sério, acredito que estar em contato constante com o jogo é essencial para o bom resultado. Sei que existem exceções, mas para mim sempre foi assim. É jogando e acompanhando o fluxo semanal que realmente entendemos o metagame.
Fora isso, foi graças a criar o canal no YouTube e editar vídeos para ele que comecei a faculdade de Realização Audiovisual, e por isso estou cada vez mais em divida com o Magic. Existem poucas coisas melhor do que estudar algo que se goste.
 
MTG Factory: Você costuma ler artigos dos principais sites/blogs especializados em Magic? Se sim, Quais?

Mateus “FNM Hero” dos Anjos: Eu já fui do tipo que só conseguia dormir depois de ver todos os artigos da ChannelFireball, StarCityGames, TCGPlayer e do próprio site da Wizards. Hoje em dia entro pra conferir os assuntos umas 2 ou 3 vezes por semana na SCG e na CF. Eu mantive o costume de sempre ler os artigos do PV, porque os dele sempre valem a pena.

MTG Factory: Na sua opinião, precisamos de mais fontes de conteúdo como o FNM Hero no Brasil? Tem espaço pra isso na comunidade de Magic?

Mateus “FNM Hero” dos Anjos: Acho que a comunidade em geral precisa de conteúdos que ajudem a transição do casual para o competitivo. Começar a jogar campeonatos, mesmo que só FNMs, pode ser extremamente caro se não estivermos instruídos para isso. Acredito que esse é um publico que ainda não foi devidamente atingido, o que me soa estranho já que é uma excelente porta de entrada para os jogadores buscarem os artigos de estratégia mais avançadas que encontramos por aí. Falando um pouco mais especificamente do Brasil: nós temos ótimos jogadores capazes de produzir conteúdo de qualidade as vezes superior aos sites gringos. Se não houvesse a barreira da língua poderíamos ter uma escola muito boa de produtores de conteúdo para toda a América Latina.

MTG Factory: Que conselhos tem pra dar pra galera que quer disputar um GP e conseguir um resultado assim positivo como o seu?

Mateus “FNM Hero” dos Anjos: O resultado vem como consequência do trabalho. É preciso ter sorte para ir bem em um GP, mas é preciso estar jogando bem para capitalizarmos quando tivermos sorte.
Então é isso: jogue sempre que puder, não tenha medo de tentar novas alternativas e escute os jogadores que você acredita que sejam melhor que você. (O Shooter está sempre certo)

MTG Factory: Como foi sua preparação para o GP Buenos Aires?

Mateus “FNM Hero” dos Anjos: A minha preparação começou com os treinos para o PTQ, onde eu joguei de Mono Black. O Sandoiche veio para POA e ficou na minha casa, e juntos chegamos a varias conclusões sobre o formato. Depois do PTQ a única certeza que tinha era de que não jogaria mais de Mono Black.
Com o inicio do semestre letivo os treinos foram escanteados, e substituídos por discussões teóricas com o Guilherme “Indio” Barcelos e o Matheus Akio “Sandoiche”. (Por discussão teórica entenda “eles me convencendo a não jogar de Maze’s End”)
No final deixei a lista pra ser organizada na quinta-feira em Buenos Aires e fiz algumas alterações depois de jogar um GPT na sexta. Eu já sabia o que eu queria na lista (3 Hibridization e 3 Bident) e o que eu não queria (Nykthos), e depois de jogar um GPT percebi que a Sphinx fazia mais sentido MD do que a Domestication.

MTG Factory: Qual foi o match mais complicado durante o GP e pq?

Mateus “FNM Hero” dos Anjos: Tem esse jogo que todo mundo que me viu depois do GP já ouviu:

É o terceiro jogo da sétima rodada e estamos jogando para lockar o day2. Meu oponente está no play de Jund Monsters.
Ele: Temple of Malice
Eu: Ilha
 

Ele: Floresta, Caryatid
Eu: Ilha, Frostburn Weird
 

Ele: Stomping Ground, Polukranos
Eu: Ilha, Nightveil Spectre
 

Ele: Temple of Abandon, Reaper of the Wilds e atacou com Polukranos
Eu: Mutavault, Frostburn Weird e ataquei com Espectro

Ele: Mistcutter Hidra (x=4), Atacou com tudo. Eu dei Cyclonic no Polukranos e fui a 7
Eu: Ilha, Judge’s Familiar (do topo!) + Master of Waves e ataquei com tudo.
 

Ele: Montanha (que só pode ter sido a draw dele), Mizzium Mortars no Frostburn (só pra me mostrar que tinha na mão rs) + Polukranos
Eu: Ataquei com tudo e ele recolheu!

Agora você imagina uma corujinha abençoada.

MTG Factory: Passado o campeonato, mudaria algo na lista ou na sua preparação?

Mateus “FNM Hero” dos Anjos: Enquanto escrevo isso não houve alteração alguma no metagame desde o GP, então eu usaria as mesmas 75. Se alguma coisa mudou foi que o Jund ficou em maior evidencia ainda, e foi ele o principal motivo de eu ter jogado de Mono U. Na preparação eu só mudaria o fato de eu não ter jogado nenhum jogo contra burn, o que me fez ser pego de surpresa quando um Spark Trooper entrou na mesa. No final das contas não fez diferença já que o match é bastante favorável e eu só perdi 1 game contra os dois burns que peguei, que foi quando tomei 3 Spark Trooper.


MTG Factory: O que você achou da crítica do Sam Black a sua lista?

Mateus “FNM Hero” dos Anjos: Quando o precursor do deck critica a tua lista tu sabe que tá fazendo algo certo! rs
A critica que ele fez é a mesma que todo mundo que olha a lista pela primeira vez faz: porque infernos tem essa Sphinx horrorosa no deck?
A grande sacada da Sphinx é que ela é um coringa MD, ela não é ruim contra nada. Seja não tomando Mortars e bloqueando Stormbreath, ou se protegendo e mantendo a Thassa ativa, ou entrando na mesa no turno seguinte ao do Supreme Verdict, ela é uma carta forte em todos os matchs esperados. O extremo oposto do Domestication, que é ou blowout ou uma carta morta.

Além disso, mais importante do que o que o Sam Black disse, tem que ver as sábias palavras do LSV:
Mateus Dos Anjos used a spell slot on a Prognostic Sphinx. I don't know if it's good, but it sure seems sweet.




MTG Factory: Quais seus próximos objetivos no Magic?

Mateus “FNM Hero” dos Anjos: Eu quero MUITO voltar a jogar um Pro Tour. Esse é um objetivo que voltou com tudo pra minha lista de prioridades depois do GP. Eu quero ganhar mais do que nunca!

MTG Factory: Se pudesse dar um conselho pra galera que está começando no competitivo agora e jogando seus primeiros PTQs, qual seria?

Mateus “FNM Hero” dos Anjos: Entrem do canal TortoMTG do YouTube e acompanhem o FNMHero! Rs

Tem algumas coisas que valem ser frisadas, eu acho:

O resultado é consequência do esforço, mas o esforço não subentende o resultado. Vai com calma que tua hora vai chegar.
Sempre que a gente perde outra pessoa ganha. Não deixa a tua frustração desmerecer uma pessoa que pode ter se esforçado bastante pra chegar ali.
Joguem muito. Procure jogar e/ou ouvir pessoas que jogam melhor do que você, é uma das maneiras mais fáceis de evoluir.

E aqui se encerrou nossa entrevista com o grandioso FNM Hero, que não só tem inspirado muitos jogadores com os seus vídeos semanais, como alcançou um excelente resultado pra sua carreira no Magic, abrindo com nada mais nada menos do que 12-0 em um dos maiores GPs da história da América Latina. Pra quem se interessar, aqui tem a lista do deck que o Mateus usou.

Mateus “Torto” dos “FNM Hero” Anjos, obrigado pela sua entrevista. Esperamos ver mais resultados positivos seus no cenário competitivo!



-Bruno


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

The Bottom Line - Analisando o Pro Tour Born of the Gods


E aí pessoal, hoje quem vos fala é o Vico de novo e, como não poderia deixar de ser, venho trazer pra vocês um resumo/análise do Pro Tour Valencia, que foi no formato Modern e ocorreu nesse final de semana (22/02 e 23/02). O campeão foi Shaun Mclaren (foto) pilotando o poderoso e já conhecido UWR control e, pra me ajudar a compor essa análise, usei o próprio site da wizards com o seu famoso "metagame breakdown"(que você pode ver aqui).


Houve uma grande expectativa sobre o formato e como ele se comportaria com relação à lista de bans e unbans mais recente divulgada pela wizards. Era esperado (ou, pelo menos, teorizado) uma quantidade considerável de UB Faeries e Zoos, assim como havia uma grande dúvida ao redor do futuro do Jund.

Tivemos, durante o final de semana, um total de 44 arquétipos diferentes sendo utilizados, e aqui temos uma tabela explicando sua utilização:

ArquétipoDay Two #Day One #
Zoo4464
Twin2345
Melira Pod2133
W/U/R Flash1929
Hexproof Auras1824
Scapeshift1314
Affinity1222
Living End1214
Jund1027
Storm912
Blue Moon78
Kiki Pod710
Merfolk78
Burn615
Infect67
Tron58
Amulet45
W/U Control35
Faeries36
Other2230

Vemos aqui o Zoo sendo o deck mais jogado do formato, porém acabou não alcançando resultados expressivos. Os decks com maior aproveitamento, ao final do day 2 acabaram por ser os seguintes:

Deck ArchetypeAverage Win %
Storm59.70%
Living End55.25%
UWR Control54.43%
Blue Moon52.97%

Storm e Living End. Dois decks não tão presentes assim no metagame e dois decks que se beneficiam, e muito, do ban do Deathrite Shaman. Sem o elfo, cartas como Past in Flames encontraram espaço pra brilhar e o Storm inclusive teve um representante no Top 8. Completando a lista, temos o campeão UWR Control e a sensação do campeonato, o Blue Moon.

Vamos, então, ver a lista desse novo deck, que surpreendeu muita gente:

Blue Moon

10 Island
4 Misty Rainforest
1 Mountain
4 Scalding Tarn
3 Steam Vents

2 Master of Waves
3 Snapcaster Mage

2 Batterskull
4 Blood Moon
2 Cryptic Command
4 Lightning Bolt
2 Mana Leak
3 Remand
4 Serum Visions
4 Spell Snare
2 Spreading Seas
2 Threads of Disloyalty
2 Vapor Snag
2 Vedalken Shackles

Agora, eu sei o que você está pensando, "Master of Waves no Modern? Ter que lidar com ele no T2 já não é o suficiente?". Mas calma, não se desespere. Bom, pelo menos não por causa dele. A carta a ser temida aqui é, sem sombra de dúvidas, Blood Moon. Talvez uma das cartas mais importantes do Pro Tour inteiro, inúmeros jogos desse deck se resumiram a resolvê-la e depois assistir seus oponentes serem reduzidos ao famoso "draw-go". Cheio de interações legais, desde a sinergia entre Spreading Seass e Master of Waves ou Blood Moon, até o próprio Teferi do sideboard aumentando a devoção para o Master. O deck colocou um jogador no top 8 e se tornou facilmente o queridinho de todos.



Aqui nós temos uma lista dos melhores jogadores e seus decks levando em conta apenas o Modern, desconsiderando o draft. Vemos, além dos decks esperados, Merfolks, Gifts e até mesmo Ad Nauseam, que teve um representante terminando em 9º lugar, mas talvez as maiores surpresas sejam o Restore Balance e o Krark-Clan Ironworks, além do próprio Blue Moon, pegando
todos de surpresa e conseguindo resultados sensacionais.

Quanto ao limited, nada de diferente, não surgiram novos arquétipos ou cartas que ganharam mais usabilidade, talvez possamos mencionar March of the Returned como uma das cartas que mais ganhou com Born of the Gods pela possibilidade de se montar um BG self-mill, mas ainda assim não é algo revolucionário e que mereça uma atenção fora do comum. RW e UG continuam arquétipos fortes, mas ainda temos um limited bem diversificado e equilibrado ao mesmo tempo, as maiores surpresas acabaram ficando no Modern mesmo.

O top 8 do Pro Tour ficou assim:

Jacob Wilson - Melira Pod
Christian Seibold - Affinity
Chris Fennell - Storm
Patrick Dickmann - Tarmo-Twin
Shaun McLaren - UWR Control
Anssi Alkio - UR Twin
Lee Shi-Tian - Blue Moon
Tim Rivera - UWR Twin

As listas podem ser vistas aqui.

Chama a atenção o alto número de Twins que se classificaram, porém vale ressaltar que, apesar dos 3 decks usarem a mesma espinha dorsal, com Serum Visions, o combo, etc, são 3 decks completamente diferentes, sendo um mais voltado para o combo (UR), um com elementos mais de um deck control (UWR) e outro atuando praticamente como um midrange com acesso ao combo quando necessário (RUG). Quanto aos outros decks classificados, apenas um representante de cada, o que mostra que o formato ainda está bem aberto. É difícil classificar algum desses decks como Tier 1 ou Tier 2, talvez Twin por ter o maior número de representantes no top 8 e UWR por ter se sagrado campeão sejam considerados Tier 1, mas é complicado saber quais decks se juntam a eles e, até mesmo, se é possível fazer esse tipo de classificação no modern devido à sua alta variedade.

O caminho que Shaun Mclaren teve que percorrer para levar o UWR ao primeiro lugar no top 8 foi o seguinte:


QuarterfinalsSemifinalsFinalsChampion
1Shaun McLarenShaun McLaren, 2-1
8Tim RiveraShaun McLaren, 2-1
4Christian SeiboldPatrick Dickmann, 2-1Shaun McLaren, 3-2
5Patrick Dickmann
2Lee Shi TianAnssi Alkio, 2-0
7Anssi AlkioJacob Wilson, 2-1
3Jacob WilsonJacob Wilson, 2-0
6Chris Fennell

Durante o top 8, houve uma certa preocupação com relação ao UWR que é um deck muito consistente, mas que enfrentou 3 decks baseados em combos no seu caminho para o topo e, como as partidas passaram de melhor de 5 para melhor de 3, falou-se em prováveis aberturas explosivas desses combos que poderiam acabar com as esperanças de Shaun. Falou-se muito que, em uma melhor de 5, talvez o UWR levasse vantagem pela sua consistência e que talvez esse não fosse o caso. No final das contas, Shaun avançou pilotando muito bem o deck e fazendo uma final excepcional contra o Jacob Wilson de Melira Pod, outro jogador que fez um campeonato impecável. O vídeo da final é esse aqui, é meio longo, mas vale a pena.

Um outro ponto a se destacar são os times. Um elemento importantíssimo no magic competitivo e que, antigamente, não recebia muita atenção da Wizards, mencionando de vez em quando Channel Fireball e Star City Games e, convenhamos, além de serem os dois melhores da época, estavam sempre uniformizados, com camisas, shields, cuecas, enfim. Era impossível não mencioná-los. Mas, ultimamente, os nossos manda chuvas de Seattle estão dando uma atenção especial às equipes, sancionando campeonatos de selado de times, incluindo o GP São Paulo esse ano, em Maio/Junho. Foi divulgada uma tabela de desempenho dos times:

Team nameNo. of membersAverage total wins
Flipsidegaming.com69
CFB Pantheon158.666666667
ChannelFireball158.666666667
Austria/Germany128.083333333
Face 2 Face Games137.692307692
TCG Player117.363636364
Almost Finnished77.285714286
MTG Mint Card97.111111111
Elaborate Ruse127.083333333
13 Angry Men107
Revolution176.411764706
Tournament average3936.287531807
Japan76.142857143
No team affiliation1845.510869565
Midwest Connection95.222222222
Doge95

Recentemente, o Channel Fireball anunciou uma nova "fornada" de membros, ampliando em muito o seu número de jogadores profissionais, se tornando o time a ser batido, considerado por muitos como um "mega-time" devido à grande quantidade de jogadores de alta qualidade. Isso foi uma manobra, devido ao crescimento dos times não-americanos, vide o sucesso do MTG Madness na Europa. Nessa tabela, podemos ver a presença forte desses times, com Almost Finnished, Austria/Germany, etc.

É importante levar em conta a superioridade em questão de média de vitórias daqueles com times em relação àqueles sem nenhum time. Fica a dica pra quem quiser adentrar de vez no mundo competitivo, aparentemente arranjar um time é bem mais vantajoso. (Aparantemente não, É mais vantajoso sim, mas isso já é assunto pra um outro artigo)

Então, concluindo, temos um Modern completamente em aberto. Bitterblossom acabou sendo uma carta ofuscada nesse novo formato, em parte por causa da ascensão do próprio Wild Nacatl, que viu MUITO uso, apesar de não ter tido os melhores resultados. Alguns dos decks que chamaram mais atenção pelo aumento de produção foram aqueles que se beneficiaram do ban do Deathrite Shaman. Jund acabou por não ter sido muito usado e nem por ter conseguido algum resultado expressivo, portanto podemos ter presenciado o último prego no caixão daquele que foi o papa-campeonatos do Modern nos últimos tempos. Apesar de toda essa variedade, o formato parece estar mais saudável do que nunca. Todos os decks parecem justos e tivemos até espaço para decks inesperados e com cartas inesperadas, como o Blue Moon, com Master of Waves e Teferi, portanto ele agora passa longe de ser um Modern no estilo "use isso ou seja derrotado". 

Alguma coisa pode ter ficado de fora, afinal é difícil resumir um campeonato de 3 dias em algumas linhas, mas espero que tenha sido um bom resumo para aqueles que não tiveram tempo de acompanhar todo o Pro Tour, ou até mesmo seus pontos mais importantes.

-Vico

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Análise do Modern pós bans e expectativas para o Pro Tour Valencia




E aí pessoal, eu sou o Lenon Furtado e hoje eu estou aqui pra falar um pouco sobre o Modern, formato que acaba sendo visto por muita gente como morto ou sem graça devido à grande quantidade de bans e unbans, o que torna ele instável e inatrativo pra muitos players. Porém, o panorama parece estar pra mudar com a nova lista da wizards, onde deathrite shaman foi banido e bitterblossom e wild nacatl desbanidos. Tudo leva a crer que, a partir de agora, o formato tende a melhorar e, com a chegada do Pro Tour Valencia nesse final de semana, vale a pena dar uma olhada para o Modern com mais carinho.

Vamos então olhar para as principais alterações que a Wizards promoveu:




A Wizards sempre argumentou que gostaria que o modern fosse um formato mais lento, vide a sua política de erradicar os combos mais explosivos e o gatinho sempre foi uma ameaça a esses decks mais devagares. Os manda-chuvas do magic também argumentavam que queriam um formato mais diversificado, que incentivasse novas estratégias e o nacatl sempre foi uma carta de uso obrigatório em qualquer deck aggro, caso você não se rendesse ao poder do felino, correria o risco de ter um deck inferior aos outros aggros do ambiente. Wild nacatl acabava por inibir o uso de muitas criaturas interessantes que poderiam ser usadas em muitos decks diferentes, pelo simples fato de ter um custo benefício maior, e isso era visto como prejudicial pela wizards. Talvez agora o formato já tenha mudado tanto que a Wizards resolveu desbanir cartas de estratégias antigas que eram vistas como tóxicas para o ambiente por achar que elas vão se adaptar melhor ao formato atual, o que nos leva à próxima carta:




Sejamos honestos, fadas foi provavelmente um dos decks mais odiados da história. Desde que eu comecei jogar magic – há 6 anos atrás – sempre vi players reclamando, se desesperando por estar jogando contra um deck desses. Isso refletiu lá no QG da Wizards e fez uma das cartas chaves do deck, a Bitterblossom, já nascer banida no modern. Assim como o Nacatl, o encantamento ganhou uma nova chance entre as cartas de estratégias antigas que podem se adaptar ao ambiente, o que nos leva a crer que talvez ocorram outros unbans como esses daqui por diante. (Não, Jace e Stoneforge continuarão na geladeira por muito tempo)

Por fim, a carta banida da lista:




Não se pode dizer que foi um ban surpreendente. Eu, particularmente, achei que viria antes. Jund sempre foi um dos decks mais fortes do formato, porém antes da chegada do xamã, apenas o Bloodbraid Elf não tornava o deck opressor. As duas cartas juntas foram o estopim para a reclamação de vários players sobre como o deck era injusto e, não satisfeita em banir o elfo, a Wizards resolveu banir o xamã meses depois. (Este último, por sinal, muitos defendiam que ocorresse desde o começo, sem a necessidade do banimento do Bloodbraid)

Vamos ver então quais decks – antigos e novos – podem aproveitar as mudanças no ambiente e que podem aparecer nesse PT

Vamos começar com o jund, que foi um deck que dominou o formato por muito tempo e, mesmo após o ban do BBE, ainda continuou fazendo bons resultados. Após o ban do nosso querido 3/2 cascade, ficou complicado definir o que era o jund no formato, uma vez que o deck sofreu várias alterações e contou com várias versões que iam desde apenas decks BG, até aqueles 4-color-ajani-jund, ou, como Luis Scott-Vargas gosta de chamá-lo, “Ajundi”. Podemos considerar jund todo deck que contém essas cartas

4 Tarmogoyf
4 Dark Confidant
4 Deathrite Shaman
4 Liliana of the Veil

Essa era a base usada em praticamente todas as listas de jund. Deathrite Shaman servia como um dork mas, diferente da maioria deles, além de possibilitar um turno 2 com Liliana ou Toughtseize/Inquisition seguido do Goyf/Confidant, possuía um late game muito forte. Com o seu banimento, o deck perde muita consistência, porém ainda conta com as melhores criaturas de custo 2 do ambiente e o melhor planinauta do formato, a Liliana (R.I.P. Jace). Com ótimos removals e disrupts, o deck pode vir a deixar de ser um tier 1 no Modern, mas provavelmente vai continuar aparecendo e se readaptando. Não será nenhuma surpresa ver alguma de suas variantes no top 8 do PT nesse final de semana.

Agora, vamos ver um deck que ganhou, e muito, com o unban de Bitterblossom

4 Windbrisk Heights
4 Plains
4 Marsh Flats
4 Isolated Chapel
4 Godless Shrine
2 Fetid Heath
1 Swamp

3 Auriok Champion
3 Tidehollow Sculler
2 Hero of Bladehold

4 Thoughtseize
4 Path to Exile
4 Raise the Alarm
4 Spectral Procession
4 Lingering Souls
3 Zealous Persecution
1 Gather the Townsfolk

3 Honor of the Pure
2 Intangible Virtue

O chamado BW Tokens nunca foi um tier 1 no formato, mas sempre esteve ali presente, de vez em quando fazia top 16, aparecia nos dailys, etc. Agora, com a adição do encantamento preto, pode ser uma aposta bem válida. O deck costumava pecar pela falta de consistência, com cartas que não convencem muito como Raise the Alarm. Trocando-a pela Bitterblossom, o deck não ganha apenas mais um gerador de tokens, ganha uma carta de valor, que pode fazer muito estrago sozinha (quem viveu pra ver a época de Lowryn, sabe). Ele pode se readaptar pra utilizar menos Honor of the Pure e mais Intangible Virtue, ou até Spear of Heliod.

Já que estamos falando de Bitterblossom, como não citar o nosso tão querido fadas, não é mesmo?

3 Mistbind Clique
3 Vendilion Clique
4 Spellstutter Sprite

2 Mana Leak
2 Spell Snare
3 Cryptic Command
4 Smother

3 Thoughtseize
4 Ancestral Vision

4 Bitterblossom
2 Jace Beleren
2 Umezawa's Jitte

1 Pendelhaven
1 Scalding Tarn
2 Watery Grave
3 Misty Rainforest
4 Mutavault
4 River of Tears
4 Secluded Glen
5 Island

Essa é uma lista do antigo extended e, com os recursos atuais, como as lands de Scars of Mirrodin e Inquisition of Kozilek, as fadinhas podem fazer grandes estragos no ambiente. Fora isso, não há muito a se dizer aqui. Abuse da sua Blossom, anule as mágicas do seu oponente, vire todas as suas lands e, não satisfeito em ganhar, deixe-o extremamente irritado e observe-o ir embora da mesa resmungando “Bitterblossom tem que ser banida de novo...”

Ainda falando do nosso gerador de tokens, existem decks que sempre existiram por jogar nas costas do encantamento e se dar bem sempre que o encontrava pelos campeonatos ao redor do mundo. Um deles é o famoso monored BURN!

6 Mountain
4 Scalding Tarn
4 Blackcleave Cliffs
4 Arid Mesa
2 Blood Crypt

4 Grim Lavamancer
4 Vexing Devil
4 Goblin Guide

4 Lava Spike
4 Bump in the Night
4 Lightning Bolt
4 Rift Bolt
4 Searing Blaze
4 Shard Volley
4 Skullcrack

Deck perfeito pra descontar o seu stress do trabalho, divirta-se gastando seus burns e vendo seu oponente desesperado tendo que lidar com a própria Bitterblossom. Sua versão t2 em Lorwyn era o predador natural do UB Fadas e tem tudo pra manter o seu posto.

Outro predador natural das fadinhas é o Merfolks:

16 Island
4 Mutavault
1 Cavern of Souls

4 Master of the Pearl Trident
4 Lord of Atlantis
4 Silvergill Adept
3 Master of Waves
3 Cursecatcher
2 Tidebinder Mage
2 Merrow Reejerey
2 Kira, Great Glass-Spinner
1 Thassa, God of the Sea

3 Vapor Snag
3 Spell Pierce

4 Spreading Seas
4 Æther Vial

O deck já havia melhorado com a adição de Thassa e Master of Waves e, com o ressurgimento do UB Fadas, ele tem tudo pra ver mais jogo ainda.

Vamos ver agora alguns decks que podem ganhar com o unban do Wild Nacatl:

4 Verdant Catacombs
4 Arid Mesa
3 Stomping Ground
2 Scalding Tarn
1 Sacred Foundry
1 Misty Rainforest
1 Forest
1 Temple Garden
1 Mountain

4 Ghor-Clan Rampager
4 Burning-Tree Emissary
4 Experiment One
4 Flinthoof Boar
4 Goblin Guide
4 Kird Ape
4 Tarmogoyf
4 Wild Nacatl

4 Lightning Bolt
2 Mutagenic Growth
2 Pillar of Flame
2 Path to Exile

Sem o Wild Nacatl, o zoo virou praticamente um RG. Essa é uma lista protótipo do que o deck pode vir a se tornar, porém ele ainda pode ter acesso a cartas como Lightning Helix e Qasali Pridemage. Podemos ver, no próximo final de semana, um zoo voltando as suas origens, pra alegria de vários players, ou quem sabe até um zoo com splash pra outras cores, com acesso a Tribal Flames.

Falando de Deathrite shaman agora, alguns decks que ganham com o seu banimento são os Uwx e os Twins. “Que merda que tu tá falando cara?” Calma, não se irrite, apenas um nome responde essa pergunta: Snapcaster Mage. Quando o xamã era bem presente no formato, nosso japonês já era uma carta bem forte e, sem o elfinho, o mago ganha força e alavanca esses decks.

Uma incógnita para o formato é o Melira Pod. Ele perde o seu dork preferido e que, muitas vezes, ajudava quando o deck partia pra estratégia Junk Midrange, porém o deck costumava penar quando enfrentava um outro xamã do outro lado, portanto é difícil analisar como o deck ficará no ambiente.

Agora, pasmem, o deck que provavelmente mais ganhou com essa nova lista foi o living end. Enfrentar um deck com Deathrite Shaman era quase como começar o jogo com seu oponente sideado. Sem o medo do elfo, o deck agora pode jogar livremente. (Vejam bem, eu não disse dominar, eu não disse oprimir, eu disse “jogar livremente”. E só)

Claro, várias mudanças vão ocorrer, vários outros decks podem voltar a jogar, como Loam e Gifts que estavam meio esquecidos, mas o Modern é um formato mais dinâmico que as pessoas pensam, até pela quantidade de cartas disponíveis. O UB Fadas pode ser um deck muito forte, mas pode ser que surja um deck com Thundermaw Hellkite pra combatê-lo, ou até mesmo os próprios merfolks. Ou pode ser que até mesmo um outro deck que nenhum de nós, meros mortais, esperava venha a dominar o ambiente por razões que apenas os Deuses do Magic podem nos responder. O fato é que o Modern tem sim as suas falhas, que todos sabemos e que todos já estamos cansados de repetir, porém ele faz parte do circuito. Não podemos deixá-lo de lado caso queiramos nos fixar nesse cenário competitivo e, depois de tanto tempo sendo deixado na gaveta, talvez seja a hora de olharmos pro Modern com mais carinho.

-Lenon

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Devaneios Farofescos - Pauper T2: Diversão a baixo custo!




E aí, pessoal! Quem fala pra vocês hoje é o Mauro Fylipe.... Tá. A quem eu estou querendo enganar? É Farofa mesmo. Farofa. Isso, apelido qual eu não consigo me livrar desde a quinta série. Mas sinceramente. Já adotei. Sou farofeiro mesmo.

Sou um quase engenheiro mecânico (TCC, só falta você!), que desde 2011, aos 23 anos por motivos dos mais diversos, finalmente consegui entrar no mundo de um jogo que sempre achei fascinante, mas nunca consegui fazer parte: O Magic. Neste pouco tempo que tenho de jogo ainda me acho muito inexperiente e a chance de treinar no MTG Factory foi importantíssimo para todos nós conseguirmos levar o nosso jogo ao nível competitivo.

Mas, uma questão, que pega para muitos é a seguinte: Magic é um jogo CARO. Aqui no país, sabemos que são poucos os que conseguem manter coleções grandes, afinal, um deck Standard dificilmente sai por menos de 1000 reais. Não vamos nem entrar em Modern e Legacy, que daí mesmo o preço explode!

Então, qual a solução? Você é um aficionado pelas cartinhas, tem noção de estratégia mas... É um estagiário. E namora. E mora sozinho. E não tem verba. Vai simplesmente parar?
...
...

Não!

Existe um formato, que é BEM barato, o qual não é sancionado, que começou a ser jogado aqui na cidade de Florianópolis e tem feito sucesso. Aquele mesmo que diz no título do artigo, o Pauper T2!

Ah, será que vale a pena jogar algo que a Wizards nem sanciona? Pois então. Quanto mais você joga, mais você treina, melhor você fica e, uma coisa que é muito, mas muito importante: domínio das fases do jogo, uso de tricks, removals e tudo mais. Pode não parecer grande coisa, mas algumas semanas treinando isso (e se divertindo) é bem melhor que ficar parado enquanto você espera finalmente completar o seu deck T2 tão sonhado.

Mesmo com a Wizards permitindo no Magic Online (MOL) o pauper (Formato com todas as cartas comuns, exceto a lista de banidas, encontradas aqui: http://www.wizards.com/Magic/TCG/Resources.aspx?x=magic/rules/Pauper), este formato ainda encontra cartas muito difíceis de ser encontradas, algumas com raridades diferentes da vida real, e algumas delas muito caras! Ou vai dizer que tu achas um Sinkhole a 5 pila por aí? =D

Então, tiveram a ideia de fazer torneios com todas as cartas comuns válidas no Standard e assim nasceu o Pauper Standard! Hoje em dia, abre-se muito mais boosters que antigamente, portanto uma grande quantidade de jogadores tem acesso rápido a praticamente todas as comuns do formato.

Atualmente, o ambiente é composto por variados decks, e todos incrivelmente competitivos! Vamos listar alguns deles aqui, para o pessoal ter uma noção de como se compõe o formato, uma vez que não é tão comum você estar em casa e pensar “Hmmmmm... acho que vou procurar umas listas de Pauper T2 “.

Uma das fontes utilizadas para isso é o site www.pdcmagic.com, onde o pessoal organiza torneios no Magic Online com muita frequência. E também postarei outras listas, como a minha. Vamos começar por um que faz muito sucesso lá fora: UR Nivix!

UR Nivix




Sideboard


Deck com grande potencial, baseia-se em colocar em campo ou uma das estrelas do limitado de Return to Ravnica, Frostburn Weird , ou então uma carta pelo qual o colunista do Channel Fireball, Travis Woo é apaixonado, e chegou a criar alguns decks com ela, devido ao grande potencial de combo. Sim, aquela que toma o Abrupt Decay, o grande Nivix Cyclops . Ah, os Archaeomancer estão ali para recuperar o gás, sendo muitas vezes um corpo para bloqueio. Ao encaixar uma das duas primeiras criaturas acima citadas, impeça seu oponente de fazer mágicas relevantes, ou elimine-as de campo com seus burns, abrindo caminho para levar o seu oponente a derrota. Exige um pouco de treino, mas com o empenho certo, pode te trazer bons resultados.

Outra opção que temos é o famoso deck de molequinho...

White Weenie




Sideboard

Há! Aí o deck com o qual me divirto toda semana! Já ganhei alguns torneios de Pauper T2 com ele e posso falar muito bem sobre esse cidadão. Com aberturas muito fortes, é um deck que pode simplesmente quebrar o oponente em poucos turnos. Hopeful Eidolon + Ethereal Armor, com Gods Willing de suporte acaba ficando MUITO forte. Aí entra o pocotó overpower de Theros, Wingsteed Rider, os Azorius Arrester tiram os blockers principais do oponente, Syndic of Tithes permite que você tenha um range maior no jogo mesmo uma mesa travada (já ganhei muitos jogos com o Extort), e uma coisa muito importante a se citar do formato: Atualmente se usam MUITOS encantamentos. Isso explica os 2 Keening Apparition no Maindeck, sendo um urso cinzento que bate e ainda pode funcionar como remoção no formato. Das remoções utilizadas, Pacifism aumenta o poder da Ethereal Armor e trava uma criatura do oponente, e Celestial Flare é o removal básico que todo o deck agressivo quer ter. Vale ressaltar que esta carta pode ser utilizada ao final da etapa de combate. Ou seja, você muitas vezes bloqueia, troca algumas criaturas com o oponente, resolve o dano, elimina os outros possíveis atacantes, e aquele Megazord com evasão que te acertou mesmo assim, sendo ele o último atacante restante, é eliminado. Entram nas tricks a possibilidade de se usar o Gods Willing para fazer “soltar” uma criatura em modo Bestow e usar como bloqueadora, e aí vai.

Essa lista é muito eficiente, porém pena contra decks hard control, e um exemplo destes é este aqui...

UB Control




Sideboard

Bah, pra quem gosta de um deck control, essa é a boa. Ele ganha dos oponentes no cansaço. E, com uma das melhores cartas do formato, Crypt Incursion, permite uma sobrevida após as investidas de decks Aggro. Por um exemplo, eu mesmo já tomei um Crypt Incursion no qual me oponente ganhou 66 pontos de vida. Use suas spells, elimine os perigos de campo e vá destruindo o baralho do oponente. Uma decisão errada, um counter mal jogado pode lhe custar a partida, então é bom dar uma treinada. 

Este deck eu já vi em diferentes formas: usando vermelho, com burns, caracterizando um Grixis Control, com Doorkeeper, Returned Phalanx e Mnemonic Wall Maindeck, todas para melhorar o match contra Aggro, uma vez que, se o oponente vier muito rápido, nem sempre o deck segura. É com certeza uma das escolhas mais seguras para o formato.

Outro deck muito popular pelas bandas da Grande Floripa, e que também tem muitos adeptos mundo afora, é um que tem como estrela uma das melhores cartas de Theros...

Monoblack




Sideboard

Ah, Monoblack... Muitos, assim como eu, são apaixonados por esse estilo de deck, atualmente uma das estratégias dominantes do Standard. E por que não trazer esta mesma ideia para nosso Pauper Standard? Gray Merchant ofAsphodel é uma carta comum, e não temos sweepers no formato atual, então... Ta-da! Vá construindo a sua mesa com criaturas que permitam agredir e ganhar vantagem sobre o oponente, utilize as melhores remoções do formato, e, finalize o jogo com o bichão de 5 mana. Disciple of Phenax é importante por tirar principalmente removals da mão do oponente, mantendo sua devoção alta. Deathcult Rogue é praticamente imbloqueável, afinal, pense bem: ele só pode ser bloqueado por ladinos(rogues)! Encante um Mark of the Vampire nele, e aí vem uma besta que te drena 4 por turno se não respondido. Jogar removals com Extort, quando Basilica Screecher está em campo me parece muito bom também! 

Essas foram apenas algumas opções de baralhos para você começar a jogar. Existe sempre, SEMPRE, a opção de criar seu próprio deck e ganhar! Foi assim que comecei, com meu White Weenie, uma vez que as listas usadas são BEM diferentes da minha, que foi a que eu postei no artigo. Existe uma grande gama de possibilidades, como UG monstros (Bonow, I’m looking at you), Boros Aggro, Monored, GWb Hexproof, GW Heroic, GW Populate, todos com suas vantagens e fraquezas!
E o melhor de tudo! Cada deck deste não sai por mais de 30 reais! 

Este é meu primeiro artigo pro Factory e espero que o pessoal tenha gostado! Vou trazer em breve as novidades que o formato terá com a entrada da nova edição, Born of the Gods, assim como Análises de novos decks Standard e opiniões no Limited, visto que vamos todos treinar pesado para fazer bonito no selado de times, em maio no GP São Paulo!

Qualquer dúvida, crítica ou sugestão deixe seu recado, seja por aqui, ou procurando por Mauro Fylipe Farofa no facebook também me encontra! Um abraço a todos!

- Mauro Fylipe “Farofa” 

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